segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Life Is Too Short To Be Wrong."

Um dia vou ter uma conversa sobre o tempo.
Hoje não é o dia.


Hoje o tempo não me interessa.
Hoje o tempo está a passar devagar.
O sôfrego tempo demora.
Enfim.

domingo, 18 de abril de 2010

Song #1 - For My Non-Existing Band


Do you remember the day when you've left me behind?
The look in your eyes was cold as ice,
And I never saw your smile again.

It's hard to say this, but I guess that I miss you.
'Cuz I still feel your arms around me,
And I still feel your smell on my hands and my clothes.

Believe me - I am lost again.
Don't hate me - I still need you.
Beware me - I can bring you back to me.
I'll put you through all the pain you gave to me.

You can't even imagine this feeling.
It aches when I breathe.
It burns inside when I cry.

It's really hard to say this, but I really miss you.

Believe me - I am lost again.
Don't hate me - I still need you.
Beware me - I can bring you back to me.
I'll put you through all the pain you gave to me.



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Gostava que alguém cantasse as minhas letras. =\

domingo, 21 de março de 2010

Today For You, Is A Bloody Day



Espero que saibas que todas as nossas acções nos trazem consequências.
A mesma regra não é aplicável a todas as diferentes pessoas.
Mas tudo passa rápido,
É disso que te vales.

Já Cheguei,
Já conquistei,
Já...
Já te abandonei.

Só venho aqui dizer-te que desta vez escolheste o caminho errado.
Só venho aqui anunciar-te um futuro escuro e sangrento.

Chama-se...Previsão.
Eu previ isto.
Eu previ-te.
És tão previsível.
Mas acabou por aqui.

Comigo, não. Jamais.
Revoltei-me e jurei vingança.
Agora não há volta a dar.

Espezinhei-te as mãos, enquanto te olhava nos olhos.
Puro regozijo.
Fazer-te o que já tantas vezes fizeste. Foi perfeito.
O meu olhar demonstrava ódio, desprezo.
As tuas palavras gastas já de nada me serviam,
O destino estava traçado.
Já não há volta a dar.

Sabes? Vou sentir a tua falta.
Gostava que pensasses que todos acreditavam nas tuas frases sem significado.
Eu não. Eu sempre soube. E aguardei a minha vez.

Não te perdoo! - gritei.

Murmuravas.
Aproximei-me.
(Queria tanto que de uma vez por todas me dissesses a verdade.)
O sangue escorria-te pelo canto da boca e as lágrimas de sabor a fel caíam.
(O meu coração batia mais forte.)
Prefiro morrer a ser como tu queres que eu seja - disseste em sofrimento.

Deu-se a explosão de sentimentos.
Eu não merecia.
E tu não me merecias.
Adeus.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Afasia


Troquei as palavras.
Enchi-me de rodeios.
A conversa já não sai naturalmente.
A minha língua enrola-se sempre que preciso de te dizer...

Já não dá. O estado avançado da "coisa" não me permite avançar.
As palavras não fluem.
Não me interpretes mal, não é nada disto que quero dizer.

Odeio-te cérebro. Porque não pensas só quando deves pensar?
Quero expressar-me, mas o som não sai.
Só palavras mudas, sem sentido e sem significado.

Nem por gestos consigo exprimir-me, a minha linguagem corporal não demonstra os meus verdadeiros sentidos.
Tudo o que consigo dizer são circunlóquios.
Sinto-me enrolada.
Tenho muito para te dizer, mas não posso.



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Listening to: Hills Have Eyes - Tombstone <3

Pic Taken By: Cris

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

My Road Ends Here.

"Foi só um sonho, relaxa."

- Só um sonho? Como ousas dizer "só um sonho"?
- Foi tudo o que sempre quis.
- Eu não falei em pesadelos, falei em S-o-n-h-o!
- Sabes o que é?
Eu sei que não sabes...Nunca sonhaste com nada.
Sempre tiveste tudo.
Para mim acabou.
- Vieste, conquistaste e estragaste tudo.

Tudo desapareceu.
Tudo desapareceu, como uma gota de chuva desaparece quando cai numa poça.
É só mais uma gota a cair numa poça, quem nota?
E eu sou só mais uma na lista de perdidos.
Uma lista de perdidos que não tem um fim.

- Só tenho a agradecer-te por tornares tudo tão mais fácil.
O fim nunca esteve tão perto.
Nem a minha vontade de desistir.
Nem a minha vontade de nunca mais sonhar.
Tudo caiu por terra.
Só precisava de uma desculpa para nunca mais tentar.
- Obrigada. Agora só me resta o adeus.

- Talvez quando eu desaparecer ele repare que eu alguma vez existi.
Vou fazer por isso.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Exercício Mental e Verbal #1

Quando as pessoas já estão cansadas da sua rotina diária e se remetem para o seu pequeno canto, surgem criações, devaneios.

(...)

Lomb: É. As pessoas são cópias do do mesmo livro, mas versões diferentes.
Sei lá, num mundo infinito as verdades podem ser mentiras e as mentiras verdade;

Maggie: Ou cada pessoa tem a exclusividade de um mundo infinito dentro de si.
Um mundo que é capaz de abrir as suas enferrujadas portas, para um universo tão ou mais infinito que aquilo que qualquer um de nós alguma vez achou que fosse possível;

Lomb: Abriu-se.
Um mundo onde os que entendem podem respirar.
É um mundo giro, mas também faz doer;

Maggie: É a dor que nos dá força para respirar.
A ambição de chegar mais longe e de descobrir que no fim do arco-íris - que não é o sonho - existe a resposta para todas as angústias de uma vida passada, permite-nos caminhar.
É uma força inexplicável, sentida apenas por aqueles que respiram;

Lomb: Cem sentidos, sem sentido.
Um buraco sem fundo, é a minha mente.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Shift + Del

Rasguei aos pedaços o tempo que passámos juntos.

Agarrei, rasguei
limpei as lágrimas que me escorriam pelo rosto.
Peguei no monte de cartas, poemas e fotografias rasgadas
e espezinhei.

Mandei tudo pela janela, num acto de revolta.
Que me interessa que eles vejam e olhem para mim
com um ar desconfiado.

Agora posso gritar ao mundo que já me livrei desta raiva,
que era tudo aquilo que me fazia sofrer.

"Olha! Olha como está louca aquela pessoa!"

E comecei a rir-me de tudo,
das pessoas,
dos montes de bocados de papel de cartas,
de poemas com palavras gastas,
das fotografias.

E como aquilo voava em rodopio por causa do vento nocturno.
E eu ria-me
porque a minha raiva estava ali a voar.

Tinha finalmente conseguido livrar-me dela.

Sabes que me faria rir ainda mais?
Tu passares diante da minha porta,
e veres tudo aquilo.

Mas não vou ter esse prazer.
Já não voltas, pois não?

Não entendas isto como uma tristeza.
Estou muito feliz;

Feliz por dizer que já não te odeio,
nem que te amo.

ÉS-ME TO-TAL-MEN-TE IN-DI-FE-REN-TE

É a demência que me faz ser assim.


Demente, mas livre.