
Sempre me foi difícil mostrar os sentimentos.
A questão é que nem é bem mostrar, porque mostrar é fácil,
as pessoas podem é não entender.
Mas falo de dizer coisas bonitas.
De admitir que realmente se gosta.
De por de lado o orgulho ou a frieza.
Dormi.
Sonhei.
Acordei sobressaltada.
O medo de te perder, subiu-me pela espinha
como um arrepio de frio, daqueles que nos fazem pensar que raio de espírito maligno nos assombra.
No meu sonho não havia sol,
nem chuva,
nem nem frio,
nem calor.
Nem ar.
Por conseguinte...
Nem vida.
Agora, tenho novamente medo de adormecer, por ter medo de morrer.
A morte perseguiu-me incansavelmente por todo o sonho,
por uma estrada sem fim,
onde nada parecia real,
onde tu não estavas.
E então, como posso despedir-me do meu grande amor?
Dizer-lhe tudo o que sinto...
...finalmente?
Admitir, que ele é toda a razão pela qual eu tenho vivido até agora...
...finalmente?
Mostrar-me arrependida por nunca lhe ter mostrado o suficiente?
Acordei.
Ao que parecia, não havia respostas para mim.
Não naquele sonho.
Mas talvez as encontrasse na vida.
Levantei-me,
molhei a cara com água fria.
O meu rosto ainda tinha a mesma expressão pálida, apática.
Até que decidi escrever tudo aquilo que se tinha passado.
"Meu Grande Amor...
Dormi. Sonhei. Acordei sobressaltada. O medo de te perder, subiu-me pela espinha como um arrepio de frio, daqueles que nos fazem pensar que raio de espírito maligno nos assombra.
(...)
E por isso te escrevo em voz baixa, para não acordar a morte.
Até Sempre."



